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23 de mai. de 2017

Tributação

Receita Federal esclarece novas dúvidas sobre repatriação de recursos no exterior


A Receita Federal acrescentou três novas questões ao “Perguntas e respostas”

A Receita Federal (RFB) acrescentou três novas questões ao “Perguntas e respostas” sobre repatriação de recursos no exterior na página do órgão na Internet.
Os novos esclarecimentos se referem à forma de regularização de bens adquiridos no exterior por contribuintes que estavam na condição de não residente, à dispensa do pagamento de multas pela não apresentação ou pela apresentação em atraso da DAA (declaração de ajuste anual) referente ao ano-calendário 2014 do optante pelo RERCT (Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária), e à incidência de IRPF sobre a variação cambial dos valores repatriados oriundos de depósitos em instituições financeiras no exterior.
Foram também incluídas notas informativas às perguntas 36 e 39.
A RFB acompanha permanentemente as demandas da sociedade para prestar tempestivamente as orientações essenciais para que o contribuinte possa exercer a opção pelo RERCT.
Para mais informações sobre o RERCT clique aqui 
Para acessar o "Perguntas & Respostas" clique aqui

19 de mai. de 2017

Documento de veículos de 2017 começa a ser cobrado a partir de 1º de junho em Minas


Cobrança inicial vale para os carros com final de placa 1, 2, 3, 4 e 5. Os demais veículos devem apresentar o CRLV deste ano a partir de 1º de julho. Multa para quem descumprir é de R$ 293,47



Motoristas que transitam nas cidades mineiras devem ficar atentos aos prazos estipulados pelo Departamento Estadual de Trânsito de Minas Gerais (Detran/MG) com relação ao licenciamento dos veículos. Aqueles veículos com final de placa 1, 2, 3, 4 e 5 devem apresentar o documento de 2017 a partir de 1º de junho, enquanto aqueles donos de carros, motos, ônibus e caminhões com final de placa 6, 7, 8, 9 e 0 deverão apresentar o CRLV de 2017 a partir de 1º de julho.


Quem não quitar os impostos para liberação do documento, como IPVA, seguro DPVAT, taxa de licenciamento ou multas pendentes, não recebe o documento atualizado e, portanto, está sujeito a pagar uma multa de R$ 293,47 se for parado em uma blitz, além de perder 7 pontos na CNH, referentes a uma infração considerada gravíssima. Outra punição prevista é a apreensão do veículo.

Atualmente, 8,9 milhões de veículos são considerados pelo Detran como aptos ao licenciamento no estado. Destes, 3,2 milhões, ou 36%, já estão com as obrigações em dia e, portanto, o documento de 2017 já foi emitido. Outros 5,6 milhões (63,5%) ainda são considerados devedores e precisam resolver suas pendências antes de receber o CRLV de 2017.

Segundo o Detran/MG, 2,9 milhões de veículos ainda estão sem o IPVA de 2017 pago, cujo prazo final em Minas foi o dia 15 de março. As pendências com multas travam a liberação de 1,1 milhão de veículos e a taxa de licenciamento ainda não foi quitada para 3,9 milhões de carros, motos, ônibus e demais. Especialmente no caso do licenciamento, a taxa pode ser quitada até amanhã sem multa, no valor de R$ 92,66.





18 de mai. de 2017

QUEM PAGA A MULTA POR EXCESSO DE PESO


Uma das maiores dificuldades de quem lida com a legislação de pesagem é definir claramente quem paga a multa por excesso de peso. Os parágrafos 5º, 6º e 7º do artigo 257 do CTB deixam muitas dúvidas sobre o assunto.
Buscando, pelo menos, reduzir tais lacunas, o CONTRAN acaba de baixar a Resolução no 547, de 19 de agosto de 2015. A norma contém quadro prático (ver abaixo) que permite um enquadramento menos difícil da responsabilidade pela infração.
quem paga a multa - resolucao 547_15
Fica claro, por exemplo, que o transportador é sempre o responsável pela infração quando a mercadoria estiver desacompanhada por documento fiscal ou quando o documento fiscal não tiver peso declarado. Cabe ao transportador, portanto, zelar para que a carga esteja acompanhada da documentação necessária e que a nota fiscal do embarcador contenha sempre o peso da carga.
O transportador é sempre responsável pelas infrações tanto no peso bruto quanto nos eixos, quando a mercadoria tiver mais de um remetente.
O embarcador é responsável pelas infrações de excesso de peso tanto no PBT/PBTC quanto nos eixos quando o peso declarado for inferior ao aferido. Presume-se que o transportador aceitou de boa fé a informação do embarcador.
O transportador e o embarcador são solidariamente responsáveis (o agente de trânsito pode apenar um ou outro) quando o peso declarado for superior ao limite legal. Presume-se que o transportador sabia do excesso e, mesmo assim, aceitou a carga.
A norma difere ligeiramente do disposto no parágrafo 6º do artigo 257 do CTB, que prevê a solidariedade apenas para o peso bruto total, deixando no limbo o peso por eixo, no caso de embarcador único.
Já nos casos de peso declarado inferior ao aferido ou de vários remetentes, a Resolução nada mais faz do que repetir o que consta dos parágrafos 4º e 5º do CTB.
A Resolução tem o mérito de atribuir sempre a um mesmo responsável as infrações de excesso no peso bruto e nos eixos. No CTB, como a solidariedade no peso por eixo (embarcador único) não está prevista, pelo menos em tese, havia a possibilidade de que os infratores fossem diferentes. No entanto, a Resolução 258/07 prevê a lavratura de um único auto de infração, o que impede tal possibilidade na prática.
De qualquer maneira, tudo seria mais prático se a legislação (CTB) atribuísse a responsabilidade pela infração ao transportador no caso de mais de um remetente e ao embarcador se fosse o único expedidor.
Nem tudo foi esclarecido. Uma das lacunas do CTB é não prever que, para se comparar o peso declarado com o aferido ou com o limite legal, é preciso somar ao peso declarado a tara do veículo ou dos veículos, no caso de uma combinação.
Isso, em tese, obriga o agente de trânsito, antes de fazer o enquadramento, a realizar uma trabalhosa operação de cálculo, pois tem que buscar informações não só na nota fiscal, como também nas plaquetas dos veículos.
Quase sempre, estas informações sobre tara e peso declarado não constam dos autos de infração, dificultando os julgamentos de recursos.
Para driblar esta dificuldade, a Resolução 547/15 determina que o auto de infração seja encaminhado ao proprietário do veiculo acompanhado de um Formulário de Identificação do Responsável pela Infração (FIRI), quando não for imediata a identificação do infrator.
O proprietário terá quinze dias (prorrogáveis a pedido por mais 45 dias) para identificar o verdadeiro infrator, que deve também assinar o FIR.
Resta saber se o proprietário, geralmente, a parte mais fraca da relação, terá poderes para convencer o embarcador a assumir a multa.
Na mesma situação está o artigo 18 da lei 13.103/2015 (lei do descanso), determinando que o embarcador indenizará o transportador por todos os prejuízos decorrentes de infração por transporte de carga com excesso de peso em desacordo com a nota fiscal, inclusive as despesas com transbordo de carga.
Aparentemente, esta indenização será devida se o embarcador (único) declarar peso inferior ao aferido e o agente de trânsito, equivocadamente, autuar o transportador, contrariando o parágrafo 4º do artigo 257 do CTB.
Embora a tendência dos órgãos de trânsito seja de autuar o embarcador, isso pode acontecer, pois a maioria dos agentes de trânsito não tem o cuidado de comparar o peso aferido com o peso declarado pelo embarcador somado com a tara do veículo.
Outra novidade da norma é a revogação pura e simples do artigo 16 da Resolução 258/07, que tornava obrigatória a presença do agente de trânsito nos postos de pesagem.
Presume-se que continua em vigor, o artigo 7º da Resolução 459/13, que prevê esta dispensa apenas no caso de utilização de sistema automatizado e integrado de fiscalização e que não foi expressamente revogado.
Neuto Gonçalves dos Reis
Diretor Técnico Executivo da NTC&Logística, membro da Câmara Temática de Assuntos Veiculares do CONTRAN e presidente da 24ª. JARI do DER-SP.

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