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5 de mai. de 2017

Governo De MG Anuncia Medidas Para Gerar Receita De R$ 20 Bilhões Em Dois Anos

Publicado em 30 de março de 2017 ~ Estadual, Minas Gerais

Governo de MG anuncia medidas para gerar receita de R$ 20 bilhões em dois anos

Projetos incluem bônus para contribuintes que pagam as contas em dia, uso de créditos tributários para investimentos no estado e criação de fundos imobiliários para operação no mercado
Fernando Pimentel reuniu secretários do governo e deputados para explicar medidas tributárias (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
O governador Fernando Pimentel (PT) anunciou na manhã desta quinta-feira uma série de medidas que poderão gerar R$ 20 bilhões para os cofres do estado nos próximos dois anos.
Elas incluem benefícios para quem quitar dívidas atrasadas com o estado, bonificações para os contribuintes que pagam as contas em dia, troca de créditos tributários por recursos para investir em Minas e a criação de dois fundos imobiliários para captar verbas no mercado.
Dois projetos de lei com as medidas serão encaminhadas ainda nesta quinta-feira à Assembleia Legislativa. Os textos chegarão à Casa com pedido de tramitação em regime de urgência, o que significa prazos mais curtos. A expectativa é que as leis estejam aprovadas e sancionadas até o final de maio.
Antes do anúncio, Pimentel teve uma reunião com líderes dos partidos da base governista no Palácio da Liberdade para apresentar as propostas, e pediu empenho dos deputados na aprovação do texto. 
“Não se trata simplesmente de arrecadar recursos, mas alavancar a economia”, disse o governador. Ele ressaltou ainda que está contramão do governo federal – que anunciou o fim da desoneração da folha de pagamentos para aumentar a receita de impostos. 
“Não vamos aumentar tributos, mas permitir o uso de recursos paralisados para que as empresas possam movimentar suas atividades”, completou.
Adimplente
Uma das medidas propostas é que as empresas que tenham créditos tributários possam trocar parte deles por dinheiro vivo para investir no próprio estado, por meio de operações com o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). Para ter acesso ao recurso, é preciso apresentar um projeto ao estado. Atualmente há em torno de R$ 4 bilhões referentes a estes créditos de ICMS com empresas. 
A adimplência será premiada pela primeira vez em Minas Gerais, por meio de bonificações. Empresas que pagam o ICMS em dia terão um desconto de 1% sobre a próxima fatura. 
Já os contribuintes do IPVA que cumprem os cronogramas de pagamento por dois anos consecutivos terão um desconto de 3% no terceiro ano. O benefício começa a valer em 2019, e terá acesso a ele quem quitar o IPVA deste ano até 30 de junho e o de 2018 nas datas estabelecidas no calendário sempre divulgado em dezembro do ano anterior. 
Para quem já está inadimplente com o estado, haverá um desconto de 90% dos juros e multa para quem pagar a dívida à vista. Optando pelo parcelamento, o devedor terá descontos proporcionais ao número delas.
Para quem deve o IPVA ou o ITCD, será perdoada a multa para quem pagar em uma única parcela. Quem optar pelo parcelamento terá uma redução de 50% na multa. 
Nos dois casos os juros estão mantidos. Pela primeira vez, precatórios poderão ser usados para quitar IPVAs atrasados.
Fundos imobiliários
A Secretaria da Fazenda conta com uma arrecação de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões para o estado, no primeiro ano, com a criação de fundos imobiliários. 
A ideia é que o Executivo firme contratos de aluguel de seus imóveis com ele mesmo, repassando os valores que hoje ficam no caixa único para um fundo específico.“Vamos transformar o que hoje é uma despesa em uma fonte de receita”, disse o secretário da Fazenda, José Afonso Bicalho. Na prática, segundo ele, colocando o dinheiro no fundo, é possível a venda de cotas ao mercado, criando um fluxo de recebimentos estáveis. 
Haverá dois fundos: no primeiro estão os cerca de 4 mil imóveis inalienáveis, entre terrenos, casas e prédios, incluindo aí a Cidade Administrativa, sede do Executivo mineiro. 
José Afonso Bicalho assegurou quem não há a menor hipótese de venda desses bens, até porque eles continuarão de propriedade do estado e só podem ser vendidos se houver autorização da Assembleia Legislativa. No segundo fundo, estarão cerca de 1,6 mil bens que poderão ser vendidos. 
“O Estado vai usar imóveis, muitos sem venda, para captar dinheiro no mercado. No fundo poderá emitir cotas, e quem comprá-las, vai resgatar e pagar futuramente”, afirmou. Questionado sobre o interesse da iniciativa privada em aderir às cotas do fundo, o secretário da Fazenda foi categórico. “O mercado é inteligente o suficiente para saber se é uma coisa boa. E vai comprar (as cotas)”.

4 de mai. de 2017

Não tem carteira de trabalho? Saiba como sacar o FGTS de conta inativa

Em caso de o beneficiário não ter o documento, seja por motivo de perda ou de roubo, ele deverá apresentar outro que comprove que houve a rescisão do contrato de trabalho.


Um dos documentos necessários para conseguir sacar o dinheiro das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Trabalho (FGTS) é a apresentação da carteira de trabalho, exigida em muitos casos para poder comprovar que ocorreu a baixa no contrato de trabalho ou a quebra do vínculo empregatício.
Em caso de o beneficiário não ter o documento, seja por motivo de perda ou de roubo, ele deverá apresentar outro documento que comprove que houve a rescisão de seu contrato, segundo a Caixa Econômica Federal. Normalmente o termo de rescisão do contrato de trabalho é o mais comum.
No entanto, caso o trabalhador não tenha como apresentar essa rescisão, a Caixa aceitará o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) obtido com a Previdência Social, desde que conste nele todas as informações necessárias para a comprovação dos registros de trabalho.
A Caixa ressalta que, para facilidade no atendimento, os trabalhadores devem sempre ter em mãos o documento de identificação e a carteira de trabalho, ou outro documento que comprove a rescisão de seu contrato. Para valores acima R$ 10 mil é obrigatória a apresentação de tais documentos.
Para saque nas agências Caixa são necessários o​ número de inscrição do PIS/PASEP, documento de identificação do trabalhador e comprovante finalização do contrato de trabalho (carteira de trabalho ou termo de rescisão do contrato de trabalho).

Calendário

Podem retirar o dinheiro do FGTS inativo os trabalhadores que pediram demissão ou foram demitidos por justa causa até 31/12/2015. Uma conta fica inativa quando deixa de receber depósitos da empresa devido à extinção ou rescisão do contrato de trabalho. O trabalhador, no entanto, não pode sacar o FGTS de uma conta ativa, ou seja, que ainda receba depósitos pelo empregador atual.
O saque das contas inativas do FGTS começou no dia 10 de março e vai até o dia 31 de julho. Poderão retirar o dinheiro os trabalhadores que pediram demissão ou foram demitidos por justa causa até dezembro de 2015. O saque seguirá um calendário de acordo com a data de nascimento do beneficiário.
As agências da Caixa Econômica Federal vão abrir em mais três sábados, até julho, para atender somente aos interessados em sacar o dinheiro. Serão 1.841 agências abertas nos seguintes sábados: 13 de maio, 17 de junho e 15 de julho. O horário de funcionamento será das 9h às 15h. A relação das agências consta no site http://www.caixa.gov.br/beneficios-trabalhador/fGTS/contas-inativas/agencias/Paginas/default.aspx
De acordo com o governo, são mais de R$ 43 bilhões parados nessas contas inativas e o governo calcula que, desse total, R$ 34 bilhões serão sacados pelos trabalhadores. Segundo a Caixa, as pessoas que não conseguirem fazer a retirada do dinheiro até 31 de julho não conseguirão fazer o saque em outra data.

Receita vai expandir o eSocial para as empresas

03/05/2017

A Receita Federal vai tornar obrigatório a partir do ano que vem a utilização do eSocial por todas as empresas. O sistema vai seguir o mesmo modelo do eSocial do empregado doméstico, com unificação do envio de informações fiscais e trabalhistas do funcionário.
 
Em entrevista ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o secretário da Receita, Jorge Rachid, avaliou que a ampliação do eSocial para as empresas representará a consolidação do processo de criação da Receita Federal do Brasil, mais conhecida como SuperReceita. Este processo unificou o Fisco com a Receita Previdenciária do Ministério da Fazenda, que ontem completou 10 anos. 
 
Segundo o secretário, a implantação do eSocial vai coibir a sonegação e reduzir o custo das empresas. Rachid reconheceu que o processo foi mais demorado do que o planejado inicialmente, mas ressaltou que o eSocial empresarial promoverá uma grande mudança no sistema, assim como ocorreu com o fim do envio da declaração do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ).
 
A partir do segundo semestre, informou o secretário, a Receita também vai permitir o uso de créditos tributários que as empresas possuem para o pagamento de dívidas previdenciárias. Um primeiro teste para essa compensação está sendo feito no programa de regularização tributária, de parcelamento de dívidas atrasadas. A permissão da compensação, disse Rachid, vai garantir maior liquidez de recursos para o caixa das empresas.
Cronograma. O eSocial empresarial entrará em funcionamento para as grandes empresas em janeiro de 2018. Em julho será estendido para as demais empresas. Em junho deste ano, será homologado o sistema para os testes.
“O empregador, num único ambiente, poderá fazer o registro do empregado, como o Imposto de Renda Retido na Fonte, a legislação trabalhista, FGTS e a Previdência Social”, destacou o secretário.
 
Em compensação, as empresas terão reduzidas as chamadas obrigações acessórias (declarações, guias, cadastros) que hoje devem obrigatoriamente serem enviadas à Receita, Ministério do Trabalho, Caixa Econômica Federal e Previdência Social.
 
Para o secretário, os problemas ocorridos na implementação do eSocial dos empregados domésticos foram superados e são hoje uma “página virada”.
 
“O empregador, num único ambiente, poderá fazer o registro do empregado, como o Ir, a legislação trabalhista, FGTS e a Previdência Social”
Fonte: O Estado de São Paulo - SP

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